Flamengo e Athletico-PR mostram que gestão responsável é possível no futebol brasileiro
O futebol brasileiro é uma máquina de gerar paixão — mas também de acumular dívidas. Com a divulgação dos balanços financeiros referentes à temporada de 2025, ficou mais claro do que nunca quais clubes vivem uma situação confortável, quais caminham no fio da navalha e quais estão, literalmente, afogados em dívidas. O Corinthians lidera o ranking com R$ 2,7 bilhões em pendências, mas há casos ainda mais preocupantes quando se cruza a dívida com a capacidade real de arrecadação de cada clube.
O jornalista Jorge Nicola, do Canal do Nicola, apresentou um levantamento detalhado sobre a saúde financeira dos 20 principais times que disputam — ou disputaram recentemente — a Série A do Campeonato Brasileiro. Abaixo, você encontra a análise completa, reordenada por relevância editorial, a tabela com todos os dados e os cenários mais críticos e mais promissores do futebol nacional.
Assista ao Levantamento Completo de Jorge Nicola no Canal do Nicola
O vídeo abaixo apresenta o ranking atualizado das dívidas dos clubes brasileiros, com comparativo entre endividamento e receita da temporada de 2025, explicando quem de fato vive uma condição financeira saudável e quem vai mal das pernas.
A Tabela Completa: Dívida, Receita e o Índice de Cobertura
Para facilitar a leitura, elaboramos a tabela abaixo com todos os 20 clubes analisados. O índice de cobertura representa quantas vezes a receita anual de 2025 cobre (ou não cobre) a dívida declarada. Um índice acima de 1,0 significa que o clube arrecada mais do que deve em um ano — situação positiva. Um índice abaixo de 1,0 indica que o clube precisaria de mais de um ano de toda a sua receita para zerar a dívida — situação de atenção ou emergência.
| Clube | Dívida (R$) | Receita 2025 (R$) | Índice (Receita/Dívida) | Multiplicador | Cenário |
|---|---|---|---|---|---|
| Mirassol | R$ 0 | R$ 180 mi | — | Sem dívida | ✅ Excepcional |
| Atlético Paranaense | R$ 83 mi | R$ 436 mi | 525% | x5,25 | ✅ Invejável |
| Bahia | R$ 168 mi* | R$ 562 mi | 334% | x3,34 | ✅ Muito bom |
| Ceará | R$ 174 mi | R$ 2555 mi | 147% | x1,47 | ✅ Positivo |
| Fortaleza | R$ 223 mi | R$ 303 mi | 136% | x1,36 | ✅ Positivo |
| Red Bull Bragantino | R$ 425 mi | R$ 637 mi | 150% | x1,50 | ✅ Tranquilo |
| Flamengo | R$ 472 mi | R$ 2.090 mi | 443% | x4,43 | ✅ Mais rico do Brasil |
| Fluminense | R$ 824 mi | R$ 1.022 mi | 124% | x1,24 | ✅ Melhorando |
| Palmeiras | R$ 1.140 mi | R$ 1.700 mi | 149% | x1,49 | ✅ Confortável |
| Grêmio | R$ 778 mi | R$ 737 mi | 95% | x0,95 | ⚠️ Atenção |
| São Paulo | R$ 858 mi | R$ 1.085 mi | 126% | x1,26 | ⚠️ Equilíbrio frágil |
| Vitória | R$ 350 mi | R$ 200 mi | 57% | x0,57 | ⚠️ Dificuldade |
| Santos | R$ 890 mi | R$ 678 mi | 76% | x0,76 | ⚠️ Negativo |
| Internacional | R$ 929 mi | R$ 655 mi | 71% | x0,71 | 🔴 Ruim |
| Sport Clube Recife | R$ 379 mi | R$ 183 mi | 48% | x0,48 | 🔴 Ruim |
| Vasco da Gama | R$ 839 mi | R$ 570 mi | 68% | x0,68 | 🔴 Preocupante |
| Cruzeiro | R$ 1.150 mi | R$ 677 mi | 59% | x0,59 | 🔴 Atenção (salvo por Pedro Lourenço) |
| Botafogo | R$ 1.570 mi* | R$ 1.380 mi | 88% | x0,88 | 🔴 Muito preocupante (dados sem auditoria) |
| Atlético Mineiro | R$ 2.290 mi | R$ 670 mi | 29% | x0,29 | 🔴 Crítico |
| Corinthians | R$ 2.440 mi | R$ 971 mi | 40% | x0,40 | 🔴 O mais endividado do Brasil |
* Bahia: dívida estimada a partir da relação de 3,34x positivo informada no vídeo, compatível com os dados do balanço SAF 2025. Botafogo: valor autodeclarado sem auditoria; dados internos apontam dívida real acima de R$ 2,7 bilhões. Fontes: Canal do Nicola, ge.globo.com, Poder360, Sports Value.
🟢 Os Melhores Cenários: Quem Está Bem no Futebol Brasileiro
Flamengo — A Potência Financeira da América do Sul
Se existe um clube no Brasil que pode bater no peito e dizer que está bem financeiramente, esse clube é o Flamengo. Com dívida de aproximadamente R$ 500 milhões e receita de R$ 2,09 bilhões em 2025 — novo recorde do futebol sul-americano —, o Rubro-Negro tem uma relação dívida/receita de mais de 4 vezes positiva. Ou seja: o clube arrecada em um único ano mais do que quatro vezes o total que deve.
Isso explica por que o Flamengo pode manter uma folha salarial superior a R$ 50 milhões mensais, contratar Paquetá por mais de 40 milhões de euros no total e seguir sendo o clube mais cobiçado do país. O torcedor rubro-negro tem razão para se orgulhar: o Fla é, de longe, o clube mais rico do Brasil e da América do Sul.
Atlético Paranaense — A Melhor Administração do País
Esportivamente, o Athletico-PR não vive seus melhores momentos. Mas do ponto de vista financeiro, a gestão de Mário Celso Petraglia é simplesmente invejável. O clube encerrou 2025 com dívida de apenas R$ 83 milhões e receita de R$ 436 milhões — mesmo atuando na Série B em parte da temporada. A relação positiva de mais de 5 vezes coloca o Furacão no topo da gestão financeira responsável no futebol nacional.
Palmeiras — Alto Endividamento, Altíssima Geração de Caixa
O Palmeiras aparece entre os cinco maiores devedores do Brasil, com R$ 1,14 bilhão em dívidas. Mas o torcedor alviverde não precisa se preocupar. A receita do clube em 2025 atingiu quase R$ 1,7 bilhão — a segunda maior do país. Com um índice de cobertura de 1,48, o Verdão é dono de uma capacidade de geração de caixa que poucos clubes no mundo conseguem imitar.
Além disso, o Palmeiras tem em seu elenco jogadores altamente valorizados no mercado internacional, como Alan (proposta recusada de 35 milhões de euros), Dudu, Conceição e outros jovens talentos que representam ativos reais. A folha salarial de R$ 43 milhões mensais é a segunda maior do país — e sustentável.
Red Bull Bragantino — Dívida Confortável com Suporte Internacional
O Red Bull Bragantino tem R$ 425 milhões em pendências, mas arrecadou R$ 637 milhões em 2025. Com o suporte financeiro e estratégico do grupo Red Bull, o Massa Bruta é um dos clubes mais tranquilos do ranking. O torcedor do Bragantino pode dormir sossegado: as finanças do clube não são motivo de preocupação.
Mirassol — O Recém-Chegado com as Contas Zeradas
A grande surpresa do ranking financeiro de 2025. Em seu primeiro ano na Série A, o Mirassol encerrou a temporada com zero reais de dívida e receita de R$ 180 milhões. O clube terminou em quarto lugar no Brasileirão, garantiu vaga na Libertadores de 2026 e registrou lucro líquido de R$ 67,7 milhões — enquanto o Corinthians amargava prejuízo de R$ 143 milhões no mesmo período. Uma administração exemplar.
🟡 Zona de Atenção: Equilíbrio Frágil
São Paulo — Superávit Histórico, Mas com Ressalvas
O São Paulo viveu uma virada importante em 2025. Pela primeira vez na história, o Tricolor ultrapassou R$ 1 bilhão de faturamento, encerrando o ano com R$ 1,085 bilhão de receita e R$ 57 milhões de superávit — uma conquista expressiva após anos de déficit consecutivos. A dívida do clube caiu aproximadamente R$ 100 milhões, chegando a R$ 858 milhões.
O ponto de atenção, porém, é real: o São Paulo tem R$ 1,4 bilhão em receitas futuras já antecipadas — de patrocinadores, FITIC e direitos de transmissão. Esse dinheiro já foi gasto antes de entrar. Com um índice de cobertura de apenas 1,26, qualquer tropeço pode jogar o clube de volta ao vermelho.
Fluminense — Bilhão Conquistado com Ajuda do Mundial de Clubes
O Fluminense deve R$ 824 milhões e arrecadou R$ 1,022 bilhão em 2025 — o primeiro bilhão da história do clube. A participação na Copa do Mundo de Clubes deu um impulso considerável nessa receita, já que o Flu foi o clube brasileiro que mais avançou no torneio. A relação dívida/receita de 1,24 coloca o tricolor carioca em um cenário bem mais confortável do que em anos anteriores. A gestão de Mário Bittencurt, muito criticada pela torcida, entregou uma evolução financeira concreta.
Grêmio — Números Próximos Demais para o Conforto
O Grêmio deve R$ 778 milhões e arrecadou apenas R$ 737 milhões em 2025. Com um índice de cobertura de 0,95, o clube gaúcho vive no limite. A queda de competitividade esportiva nos últimos anos está diretamente relacionada a esse encolhimento de receita. O Internacional vive situação parecida — e os dois grandes do Sul parecem distantes dos tempos em que dominavam o cenário nacional.
🔴 Os Piores Cenários: Quem Está Mal das Pernas
Corinthians — O Maior Devedor do Brasil
O Corinthians é o campeão de dívidas do futebol brasileiro. São R$ 2,440 bilhões em pendências confirmadas pelo balanço oficial de 2025, sendo R$ 642 milhões só do financiamento da Neo Química Arena. Com receita de R$ 971 milhões, o índice de cobertura é de apenas 0,4 — ou seja, o clube precisaria de quase três anos de toda a sua arrecadação para zerar as dívidas, se elas não crescessem um centavo sequer.
A situação da Arena é especialmente emblemática. Na temporada passada, o Corinthians pagou cerca de R$ 200 milhões em parcelas do financiamento do estádio e conseguiu reduzir a dívida em apenas R$ 58 milhões. A sensação é de enxugar gelo. A negociação com a Caixa Econômica Federal para ceder os name rights do estádio — por um período de 10, 15 ou 20 anos — em troca do perdão da dívida é apontada como a principal saída.
Como se não bastasse, o Corinthians protagonizou um episódio inédito pouco antes das gravações do vídeo: o atraso no pagamento dos salários em carteira dos jogadores. Os direitos de imagem já atrasavam com frequência, mas salários em carteira era algo que não acontecia há muito tempo. A diretoria prometeu resolver em quatro dias. Mas o episódio expõe a fragilidade real do fluxo de caixa do clube.
E por falar em ironia: Memphis Depay, que fica até 30 de junho, recebe R$ 6 milhões por mês — o maior salário individual do futebol brasileiro. O clube mais endividado do país paga o salário mais alto do Brasil.
Atlético Mineiro — O Segundo Maior Devedor e os Juros que Sufocam
O Atlético Mineiro encerrou 2025 com dívida de R$ 2,290 bilhões e receita de R$ 670 milhões. O índice de cobertura é de apenas 0,29 — o pior entre todos os clubes do ranking quando se compara dívida e receita em proporção. Em termos práticos, o Galo precisaria de mais de três anos arrecadando tudo que arrecada para quitar todos os débitos.
O dado mais impactante: na temporada passada, o clube pagava cerca de R$ 24 milhões mensais em juros das dívidas bancárias — o mesmo valor da folha salarial completa do elenco. Metade do esforço financeiro do clube ia diretamente para os bancos, sem reduzir o principal.
A saída chegou com o aporte de R$ 530 milhões prometido pela família Menin, que em troca aumentará sua participação na SAF para quase 80%. Esse dinheiro será direcionado prioritariamente para quitar as dívidas bancárias — as que geram os juros mais altos. O efeito esperado é uma redução expressiva nos encargos mensais, abrindo espaço no fluxo de caixa.
Botafogo — O Alerta Mais Grave do Futebol Brasileiro
O Botafogo declarou dívida de R$ 1,570 bilhão — mas com uma ressalva crucial: o balanço foi divulgado sem auditoria. O próprio Jorge Nicola já havia reportado que as dívidas reais da SAF de John Textor ultrapassam R$ 2,7 bilhões. Há transfer bans ativos, pendências com clubes brasileiros e estrangeiros, débitos com atletas, ex-atletas e empresários.
O cenário é tão grave que já se discute abertamente a possibilidade de uma recuperação judicial da SAF botafoguense — algo inédito no futebol brasileiro. Ao contrário das recuperações judiciais de clubes associativos (como Cruzeiro e Vasco já viveram), uma SAF pode, em tese, decretar falência. Essa perspectiva é real e preocupante.
A receita de R$ 1,380 bilhão em 2025 — inflada pela Copa do Mundo de Clubes — cria uma falsa sensação de que as coisas vão bem. Não vão. Textor gastou muito além do que o clube podia para conquistar a Libertadores e o Brasileirão em 2024, e a conta chegou.
Internacional — A Bola de Neve que não Para de Crescer
O Colorado deve R$ 929 milhões e arrecadou R$ 655 milhões em 2025. Com índice de cobertura de 0,71, as coisas não andam bem dentro nem fora de campo. O Inter vive o que Jorge Nicola descreveu como uma “bola de neve” — a cada ano, as coisas pioram e o clube fica cada vez mais distante do tamanho que deveria ter. Esportivamente mal, financeiramente pior.
Vasco — A Esperança que Vem do Mercado
O Cruz-Maltino encerrou 2025 com R$ 839 milhões em dívidas e receita de apenas R$ 570 milhões. O índice negativo de 0,68 preocupa, mas a situação do Vasco tem um componente diferente dos demais: a venda da SAF para Marcos Lamaquia, filho de José Roberto Lamaquia, dono da Crefisa, está em negociações muito avançadas. O acordo prevê um aporte de R$ 2 bilhões para pagamento de dívidas, melhoria de infraestrutura e fortalecimento do futebol. Se concretizado no primeiro semestre de 2026, o cenário muda radicalmente.
Cruzeiro — Salvo Pelo Bolso de Pedro Lourenço
O Cruzeiro deve R$ 1,150 bilhão e arrecadou R$ 677 milhões em 2025. Com índice de cobertura de 0,59, as contas não fechariam sem ajuda externa — e foi exatamente o que aconteceu: Pedro Lourenço, dono da rede de supermercados Supermercados BH (4ª maior do país) e com patrimônio estimado acima de R$ 9 bilhões, tirou mais de R$ 350 milhões do próprio bolso para cobrir os gastos do clube. O torcedor cruzeirense pode estar tranquilo por enquanto — não porque as contas são boas, mas porque o dono tem fôlego financeiro para segurar a barra.
Entendendo o Índice de Cobertura e o Multiplicador
Para interpretar a tabela, é simples:
- Índice acima de 100%: o clube arrecada mais em um ano do que o total que deve. Quanto maior, melhor.
- Multiplicador acima de x1: para cada real de dívida, o clube tem mais de um real de receita anual. Ex: x3 = arrecada 3 vezes o que deve.
- Índice abaixo de 100%: o clube não consegue pagar todas as dívidas com um ano inteiro de receita.
- Multiplicador abaixo de x1: o clube precisaria de mais de um ano para quitar tudo. Ex: x0,36 = precisaria de quase 3 anos.
Importante lembrar que esses cálculos assumem um cenário hipotético — na prática, um clube não direciona 100% da receita para pagamento de dívidas. O índice serve como termômetro comparativo, não como previsão de insolvência.
O Cenário Geral: Futebol Brasileiro em Alerta
Segundo levantamento da consultoria Sports Value, as dívidas totais dos 20 maiores clubes do futebol brasileiro atingiram R$ 16 bilhões em 2025 — alta nominal de 16% em relação ao ano anterior. Em termos reais (descontada a inflação), o crescimento foi de quase 7%. Apenas Flamengo (superávit de R$ 343 milhões) e Palmeiras (R$ 292 milhões) apresentaram resultados positivos expressivos que ajudaram a conter um déficit coletivo ainda maior.
O resultado líquido dos 20 clubes foi negativo em R$ 1,1 bilhão. Em dois anos, o prejuízo acumulado chega a R$ 2,7 bilhões. São números que revelam uma estrutura financeira frágil — e que crescimento de receita, por si só, não resolve o problema se os gastos continuarem a crescer no mesmo ritmo.
O futebol brasileiro é apaixonante. Mas a conta, no final do ano, precisa fechar.
Conclusão: Quem Você Deveria Observar com Mais Atenção
Se você quer saber onde estão os melhores e piores cenários, a resposta está no índice de cobertura:
- 🥇 Atlético Paranaense tem a melhor relação financeira do país, com 5,25x positivo.
- 🥈 Flamengo é o mais rico, com o maior volume de receita e confortável controle da dívida.
- 🚨 Botafogo é o caso mais preocupante, com dados sem auditoria e possibilidade real de recuperação judicial.
- 🚨 Atlético Mineiro tem o pior índice proporcional do ranking: deve 3 vezes o que arrecada em um ano.
- 🚨 Corinthians é o maior devedor absoluto do Brasil, com R$ 2,7 bilhões em dívidas e fluxo de caixa comprometido.
O futebol brasileiro ainda tem muito a evoluir em termos de gestão financeira. Enquanto alguns clubes mostram que é possível crescer com responsabilidade — como Mirassol, Athletico-PR e Flamengo —, outros continuam apostando no curto prazo e comprometendo o futuro.
Acompanhe o Brasil Ideal para as próximas atualizações sobre o mercado do futebol brasileiro.
📚 Referências
- Canal do Nicola — Ranking das Dívidas dos Clubes Brasileiros Atualizado (YouTube)
- Poder360 — 5 clubes acumulam metade da dívida do futebol brasileiro
- GE Globo — Corinthians fecha 2025 com déficit de R$ 143,4 milhões e dívida bruta de R$ 2,7 bilhões
- GE Globo — Atlético-MG fecha 2025 com prejuízo de R$ 310 milhões e dívida em alta
- Máquina do Esporte — Mirassol alcança lucro líquido de R$ 67,7 milhões no primeiro ano na Série A
- A Tarde — Bahia SAF bate recorde histórico de receita em 2025, mas segue no prejuízo
- 90min — Ranking atualizado: maiores dívidas e receitas do futebol brasileiro







