Por que Florianópolis virou febre entre turistas estrangeiros — e o que isso muda para quem visita
Florianópolis, conhecida como a Ilha da Magia, é o destino turístico mais procurado do Sul do Brasil. Com mais de 40 praias, centro histórico de colonização portuguesa, fortalezas históricas, vida noturna animada e gastronomia rica em frutos do mar, a capital catarinense oferece experiências únicas para todos os perfis de viajante. Este roteiro completo de 4 dias te mostra o que fazer, onde comer e quanto custa para montar a viagem perfeita por Floripa.
🎬 Veja Florianópolis com Seus Próprios Olhos — Roteiro Dia a Dia em Vídeo
Se você ainda está em dúvida sobre o que esperar da Ilha da Magia, o canal Foco na Viagem preparou um roteiro visual incrível de 4 dias em Florianópolis. Do Mercado Público ao sul da ilha, passando por Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa e Lagoa da Conceição, o vídeo mostra cada detalhe com preços, dicas práticas e muito entusiasmo. Assista antes de montar o seu roteiro — você vai querer fazer as malas na hora.
Por que Florianópolis é a “Ilha da Magia”?
Florianópolis não ganhou esse apelido à toa. A capital de Santa Catarina ocupa uma ilha de 436 km² no litoral sul do Brasil, conectada ao continente pelas pontes Hercílio Luz, Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. Em menos de meia hora é possível sair do centro urbano com seus prédios e comércio para estar diante de uma praia de areia branca com Mata Atlântica ao fundo.
Segundo dados da Fecomércio-SC, a temporada de verão 2025/2026 registrou pela primeira vez a predominância de turistas estrangeiros: 57% dos visitantes vieram de outros países, com os argentinos liderando (43% dos estrangeiros). O gasto médio por grupo de turistas foi de R$ 9.737,00, o segundo maior da série histórica desde 2018. A projeção da prefeitura foi de 3 milhões de visitantes apenas na temporada de verão.
Números que mostram com clareza: Floripa deixou de ser um destino regional e se tornou um fenômeno turístico internacional.
Quando é a Melhor Época para Visitar Florianópolis?
Uma das principais dúvidas de quem planeja a viagem é: qual a melhor época para ir a Florianópolis? A resposta depende do seu perfil:
| Época | Clima | Vantagens | Desvantagens |
|---|---|---|---|
| Dez – Mar | Verão quente | Praias cheias, eventos, mar quente | Preços altos, trânsito intenso |
| Abr – Mai | Outono agradável | Menos turistas, preços melhores | Mar começa a esfriar |
| Jun – Ago | Inverno ameno | Trilhas ótimas, paisagens belíssimas | Praias desertas |
| Set – Nov | Primavera | Preços intermediários, dias bonitos | Mar ainda frio |
Dica de ouro: Se a intenção é equilibrar praias boas, preços mais acessíveis e menos trânsito, abril e maio são meses excelentes para visitar Floripa com muito mais tranquilidade.
Dia 1 — Centro Histórico, Ponte Hercílio Luz e Vida Noturna
O Mercado Público Municipal: onde Floripa respira
A primeira parada do roteiro não poderia ser outra: o Mercado Público Municipal, inaugurado em 1898 e tombado como patrimônio histórico. Ao entrar, você se depara com restaurantes tradicionais à beira da rua coberta, música ao vivo, açougues, peixarias, cafés aconchegantes, lojas de souvenirs e roupas.
Para o almoço, uma boa pedida é o Trapiche Bar, onde pratos como filé de peixe com arroz, batata frita, salada e pirão fazem a alegria dos visitantes com preço justo e um clima autenticamente florianopolitano.
O Mercado é um lugar que mistura o dia a dia dos moradores com o movimento turístico, transmitindo de forma genuína a essência da cidade.
Rua Conselheiro Mafra e os Grafites Urbanos
Saindo do Mercado, vale passear pela Rua Conselheiro Mafra, o coração comercial do centro, repleta de lojas de roupas, calçados, eletrônicos e produtos naturais. É a rua certa para fazer aquelas comprinhas típicas da viagem.
Ao caminhar pelo centro, você vai se deparar com uma surpresa: Florianópolis é uma cidade vibrante de arte urbana. Os grafites nos prédios, muros e até no chão abordam temas como meio ambiente, diversidade cultural e identidade local. A cidade sedia eventos como o Floripa nas Paredes, que traz artistas nacionais e internacionais para criar murais nas fachadas da cidade.
Esse aspecto multicultural é herança direta da colonização portuguesa — assim como o Rio de Janeiro, Floripa foi colonizada por lusitanos, e até hoje os nomes de ruas e praças se repetem nas duas cidades, como Rio Branco, 7 de Setembro e Praça XV de Novembro.
Praça XV de Novembro e a Figueira Centenária
No coração do centro histórico, a Praça XV de Novembro abriga um dos símbolos afetivos mais queridos de Floripa: a Figueira Centenária, com impressionantes 250 anos de idade. Retirada de sua localidade original quando tinha apenas 20 anos, ela foi replantada na praça e hoje está protegida por grades e cabos para que continue crescendo saudável.
Ao redor da praça, importantes edificações históricas compõem o cenário:
- 🏛️ Palácio Cruz e Souza — antiga sede do governo, hoje abriga o Museu Histórico de Santa Catarina
- ⛪ Catedral Metropolitana — construção imponente de estilo eclético
- 🏚️ Casarões coloniais — que remetem ao período de colonização portuguesa
Ponte Hercílio Luz: o Cartão-Postal de Floripa
Seguindo pela Rua Ercílio Luz — sim, a rua tem o mesmo nome da ponte! — você chega ao principal ponto turístico da cidade: a Ponte Hercílio Luz. Inaugurada em 1926, ela tem 820 metros de comprimento e foi a primeira ponte pênsil do Brasil, suspensa por cabos de aço.
Com o tempo, problemas estruturais levaram ao seu fechamento por 27 anos. Após uma reforma completa, ela foi reinaugurada entre 2018 e 2019 para pedestres, ciclistas e veículos leves. Toda a área ao redor foi revitalizada, com nova praça, bares e restaurantes com vista privilegiada para a baía.
- 🚶 A passarela lateral é aberta todos os dias para pedestres e ciclistas
- 🎉 Aos domingos, a ponte inteira é fechada para eventos e lazer
- 🌉 À noite, iluminada, ela é de tirar o fôlego
Noite no Centro: bares, cerveja e vida noturna
Ao anoitecer, a Rua Ercílio Luz se transforma num corredor animado de bares. Uma boa pedida é a Balbúrdia Cervejeira, com ambiente descolado e vista privilegiada para a ponte iluminada. Em seguida, explore o centro histórico à noite — as ruas ganham música, luz e uma energia que mistura moradores e turistas de forma completamente orgânica.
Dia 2 — Jurerê Internacional, Fortaleza Histórica e Ponta do Sambaqui
Jurerê Internacional: o Bairro Mais Sofisticado do Brasil?
O segundo dia começa com o pé na areia de Jurerê Internacional, a praia mais badalada e exclusiva de Florianópolis — e uma das mais sofisticadas do Brasil. O mar é calmo, a faixa de areia é ampla e bem cuidada, com quiosques e barracas estruturadas.
O bairro é dividido entre:
- Jurerê Tradicional — casas típicas dos moradores antigos da região
- Jurerê Internacional — mansões de luxo, piscinas, baixa densidade construtiva (sem prédios altos) e organização urbanística impecável
Nos meses de verão, o local se transforma no point das celebridades e festas exclusivas. O clube P12 Parador é o mais famoso da região, com festas luxuosas e preços bem elevados. Fora da alta temporada, a tranquilidade é total — e o passeio pelas ruas parece mesmo um tour por um condomínio fechado europeu.
⚠️ Atenção: Jurerê Internacional praticamente não tem comércio de bairro — sem mercado, farmácia ou restaurante de esquina. Planeje-se antes de ir.
Fortaleza de São José da Ponta Grossa
À tarde, saia de Jurerê Tradicional e suba uma pequena trilha para chegar à Fortaleza de São José da Ponta Grossa, construída em 1740. Ela fazia parte do triângulo de defesa norte da ilha, junto com as Fortalezas de Anhatomirim e de Ratones.
A história da fortaleza é rica e turbulenta:
- 🔫 Em 1777, foi tomada pelos espanhóis durante invasão
- 🏚️ Ficou abandonada e foi saqueada por moradores locais ao longo dos séculos
- 🏛️ Em 1938, foi reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional — já em ruínas
- 🔨 Em 1976, começaram os trabalhos de restauro e consolidação
Ingressos: R$ 16 (inteira) | R$ 8 (meia-entrada)
O passeio guiado mostra:
- Casa de Guarda e calabouço (acesso gratuito, antes da área paga)
- Canhões e ruínas do pátio principal
- Casa do Paramento (onde eram guardadas as armas de mão)
- Muralhas de proteção
- Quartel — hoje abriga um ateliê de rendeiras, tradição viva de Floripa
- Capela — único espaço que mantém sua função original
- Paiol da Pólvora
- Casa do Comandante — com objetos históricos como balas de canhão e fuzis
Do segundo andar da Casa do Comandante, dá para avistar as outras duas fortalezas que completavam o triângulo de defesa. Uma vista histórica e inesquecível.
Ponta do Sambaqui: onde a história pré-colonial respira
Para fechar a tarde, a Ponta do Sambaqui, no distrito de Santo Antônio do Pinhal, é uma parada que pouca gente conhece. Originalmente uma ilhota transformada em península por processos naturais de sedimentação ao longo de milênios, o local está profundamente ligado aos povos sambaquieiros — grupos pré-coloniais que habitaram o litoral entre 8.000 e 2.000 anos atrás, deixando monumentos feitos de conchas, ossos e restos alimentares.
À noite, uma boa dica é procurar o Craft Festival ou outros eventos de cerveja artesanal que acontecem regularmente na cidade — o espírito cervejeiro faz parte da cultura local.
Dia 3 — O Sul da Ilha: Praias Selvagens, Trilhas e Lagoa do Peri
Praia da Armação: história baleeira e beleza bruta
O sul da ilha guarda as paisagens mais selvagens de Florianópolis. A Praia da Armação é uma das mais bonitas — e uma das mais carregadas de história. Seu nome vem das grandes armações utilizadas na caça de baleias no século XVI, quando o óleo extraído dos cetáceos servia literalmente de cola nas construções com pedras portuguesas.
A praia tem:
- 🐟 Comunidade pesqueira ativa (com redes no mar e pescadores no cotidiano)
- 🪨 Formações rochosas impressionantes na beira da praia
- 💧 Tótem de água potável na entrada — leve sua garrafa reutilizável!
- 🏄 Ótimas ondas para surf
- ⛵ Ponto de embarque para o passeio de barco à Ilha do Campeche (R$ 150 por pessoa, valores de temporada baixa)
De um mirante acima da praia, dá para ver ao mesmo tempo a Praia da Armação e a Praia do Matadeiro — cujo nome está igualmente ligado à caça baleeira: era lá que as baleias capturadas eram trazidas para o abate.
Praia do Campeche: mar aberto e Ilha à vista
A Praia do Campeche fica a cerca de 15-20 minutos de Uber da Armação. Com uma extensa faixa de areia branca, a praia tem como pano de fundo a Ilha do Campeche, que pode ser acessada diretamente daqui:
- ⏱️ Travessia: apenas 5 minutos de barco
- 💰 Valor: R$ 200 por pessoa (saindo do Campeche)
- 🕙 Saída: a partir das 9h, com retorno flexível
Para almoçar, o Restaurante Zé Cabá é altamente recomendado — prato de filé de linguado à milanesa que serve até 4 pessoas, com qualidade e preço justo.
Lagoa do Peri: natureza preservada no sul da ilha
A última parada do dia é a Lagoa do Peri, a maior lagoa de água doce da Ilha de Santa Catarina, localizada dentro do Parque Municipal da Lagoa do Peri. Um ambiente de preservação ambiental com:
- 🚶 Trilhas guiadas e cachoeiras
- 🏭 Vestígios de um engenho de açúcar do século XIX (muros, ruínas, contenções)
- 🌊 Banho refrescante em águas doces
Uma curiosidade que circula entre os moradores locais: diz a lenda que Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, teria se hospedado na região do Campeche e visitado a lagoa, encantado com sua beleza. Não há registros históricos comprovados, mas a história encanta tanto quanto o próprio lugar.
Dia 4 — Lagoa da Conceição, Rendeiras e Despedida da Ilha
Lagoa da Conceição: o segundo cartão-postal de Floripa
O último dia reserva uma das experiências mais únicas da ilha: a Lagoa da Conceição. Antes de descer, pare no Mirante da Lagoa — a visão panorâmica da lagoa com o oceano ao fundo é uma das mais belas de toda Santa Catarina.
Lá embaixo, o charme é outro. A Lagoa da Conceição é praticamente um segundo centro turístico de Floripa, com bares, restaurantes, esportes aquáticos e uma vibe jovem e descontraída.
Barco pela lagoa: almoço no Restaurante Bela Ilha
Uma das experiências mais especiais do roteiro: pegar um barco na lagoa para ir almoçar. O passeio até o Restaurante Bela Ilha leva cerca de 30 minutos e custa R$ 15 por pessoa (cada trecho) — ou seja, R$ 30 ida e volta.
O restaurante oferece:
- 🌳 Ambiente bucólico com mesas à beira da lagoa
- 🏖️ Redes, parquinho infantil e tranquilidade total
- 🍽️ Culinária de frutos do mar de qualidade
As Rendeiras: uma tradição que resiste ao tempo
Para se despedir de Floripa com chave de ouro, visite o Cantinho Mágico das Rendeiras da Lagoa, instalado num casarão histórico. Ali, as rendeiras tecem renda de bilro ao vivo — fio a fio, com paciência e maestria —, mantendo viva uma tradição açoriana de séculos.
A renda de bilro foi trazida pelos colonizadores das Ilhas dos Açores no século XVIII e sobreviveu até hoje como símbolo de memória, cultura e resistência artesanal de Florianópolis. Comprar uma peça das rendeiras é levar um pedaço genuíno da alma da ilha.
Quanto Custa Viajar para Florianópolis? Resumo de Valores
| Atratividade / Serviço | Valor Aproximado |
|---|---|
| Ingresso Fortaleza de São José da Ponta Grossa | R$ 16 (inteira) / R$ 8 (meia) |
| Passeio à Ilha do Campeche (saindo da Armação) | R$ 150 por pessoa |
| Passeio à Ilha do Campeche (saindo do Campeche) | R$ 200 por pessoa |
| Barco na Lagoa da Conceição (ida ou volta) | R$ 15 por pessoa |
| Hospedagem em Jurerê (média por noite) | R$ 350 – R$ 1.500+ |
| Refeição completa (restaurante popular) | R$ 40 – R$ 80 por pessoa |
| Cerveja artesanal (bar no centro) | R$ 18 – R$ 35 |
💡 Valores de referência da temporada de maio de 2025 conforme transcrição do vídeo. Na alta temporada (dezembro a fevereiro), espere reajuste de 30% a 100% em passeios, hospedagem e eventos.
O Que Não Pode Faltar no Roteiro de Florianópolis
Se você tem pouco tempo ou quer priorizar o melhor da ilha, aqui está o checklist essencial:
- ✅ Almoço no Mercado Público Municipal
- ✅ Caminhada pela Ponte Hercílio Luz ao entardecer
- ✅ Visita à Praça XV e à Figueira Centenária
- ✅ Manhã na Praia de Jurerê Internacional
- ✅ Tour pela Fortaleza de São José da Ponta Grossa
- ✅ Praia da Armação com vista para o Matadeiro
- ✅ Passeio de barco à Ilha do Campeche
- ✅ Banho na Lagoa do Peri
- ✅ Mirante e barco na Lagoa da Conceição
- ✅ Visita às Rendeiras da Lagoa
Dicas Práticas para Não Errar em Florianópolis
Transporte: Florianópolis é uma ilha e o transporte público tem limitações. Uber e aplicativos de táxi são a melhor opção para se deslocar entre praias e regiões. Aluguel de carro é recomendado para quem quer mais liberdade.
Trânsito: Um dos pontos negativos mais citados pelos turistas (85% avaliaram Floripa positivamente na pesquisa Fecomércio-SC, mas o trânsito foi o principal ponto negativo). Evite se locomover no horário de pico — especialmente no verão.
Segurança: Florianópolis é considerada uma das capitais mais seguras do Brasil. A segurança foi inclusive destacada como um dos principais pontos positivos pelos turistas na pesquisa da temporada 2025-2026.
Alimentação: A culinária de Floripa é fortemente baseada em frutos do mar — camarão, lula, mariscos, ostras e especialmente o filé de peixe fresco. Não vá embora sem experimentar um bom prato de frutos do mar em um restaurante de beira de praia.
Se você está planejando outras viagens pelo Brasil, confira também nosso roteiro completo para Ubatuba, outro paraíso litorâneo que não decepciona — e nosso guia sobre por que estrangeiros escolhem o Brasil no Natal e Réveillon, que explica muito do boom turístico que Floripa vive atualmente.
Por que Florianópolis Continua Crescendo como Destino Turístico?
Alguns fatores explicam o crescimento consistente de Florianópolis no mapa do turismo internacional:
- Internacionalização acelerada — Em 2026, pela primeira vez, turistas estrangeiros superaram os nacionais na temporada de verão
- Infraestrutura aeroportuária — O Floripa Airport opera com 12 rotas internacionais, conectando a ilha à Argentina, Peru, Caribe e Europa
- Diversidade de experiências — Praias, trilhas, fortalezas históricas, gastronomia, vida noturna e artesanato cultural num raio de poucos quilômetros
- Segurança relativa — Comparada a outras capitais brasileiras, Floripa é percebida como mais segura pelos visitantes
- Qualidade de vida elevada — A cidade consistentemente aparece entre as melhores capitais do Brasil para se viver, o que atrai tanto turistas quanto nômades digitais
Quem planeja uma viagem para o Sul do Brasil também pode considerar incluir no roteiro as Cataratas do Iguaçu e compras no Paraguai — um complemento perfeito para uma viagem mais longa pela região Sul.
Conclusão: Floripa Te Espera — E Vai te Surpreender
Florianópolis é um destino que entrega muito mais do que as pessoas esperam quando pensam em “praia catarinense”. A Ilha da Magia é, ao mesmo tempo, um arquivo vivo de história colonial portuguesa, um laboratório de arte urbana, um reduto de comunidades pesqueiras tradicionais, um point de luxo para quem busca exclusividade e um santuário natural para quem só quer se perder em trilhas e praias desertas.
Em 4 dias bem planejados, é possível ter uma experiência genuína e rica da ilha — da Ponte Hercílio Luz iluminada na noite do centro histórico até o silêncio contemplativo das rendeiras tecendo fio a fio na Lagoa da Conceição.
Se este artigo te ajudou a planejar sua viagem, compartilhe com quem também sonha em conhecer Floripa e não esqueça de salvar o roteiro para consultar na hora de montar a sua aventura pela Ilha da Magia.
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❓ FAQ — Perguntas e Respostas
1. Quantos dias são suficientes para conhecer Florianópolis?
Um roteiro de 4 dias é suficiente para cobrir os principais pontos turísticos de
Florianópolis, incluindo o centro histórico, Jurerê Internacional, o sul da ilha
(Praia da Armação, Campeche e Lagoa do Peri) e a Lagoa da Conceição. Para quem
quer explorar praias mais remotas, trilhas longas como a da Lagoinha do Leste ou
fazer passeios de barco com calma, 6 a 7 dias são ideais. Viajantes com mais
tempo podem facilmente passar 10 dias em Floripa sem repetir experiências.
2. Qual é a melhor época para visitar Florianópolis?
Depende do seu perfil de viajante. O verão (dezembro a março) oferece praias
movimentadas, mar quente e agenda cheia de eventos, mas com preços elevados e
trânsito intenso. O outono (abril e maio) é considerado por muitos a melhor época:
clima agradável, preços menores e bem menos turistas. O inverno (junho a agosto)
é ideal para trilhas e para quem curte a cidade fora da temporada. A primavera
(setembro a novembro) tem dias bonitos com preços intermediários.
3. Como se locomover em Florianópolis?
O transporte público em Floripa é limitado e pouco prático para turistas que
querem explorar diferentes regiões da ilha. A melhor opção é usar aplicativos de
transporte como Uber e 99. Para mais liberdade e economia em grupo, o aluguel de
carro é altamente recomendado. Algumas regiões como o centro histórico e a área
da Ponte Hercílio Luz são tranquilas para se explorar a pé.
4. Quanto custa uma viagem de 4 dias em Florianópolis?
Os custos variam bastante conforme a época e o estilo da viagem. Em média, na
baixa temporada, considere: hospedagem entre R$ 150 e R$ 600 por noite (conforme
categoria e região), refeições entre R$ 40 e R$ 100 por pessoa, passeios de R$ 15
a R$ 200 por pessoa e transporte por aplicativo em torno de R$ 30 a R$ 80 por
corrida entre regiões distantes. Um casal pode viajar com conforto gastando entre
R$ 3.000 e R$ 6.000 em 4 dias fora da alta temporada.
5. A Ponte Hercílio Luz é aberta para visita?
Sim. Após 27 anos fechada por problemas estruturais, a Ponte Hercílio Luz foi
reinaugurada entre 2018 e 2019 para pedestres, ciclistas e veículos leves. A
passarela lateral está disponível diariamente. Aos domingos, a ponte inteira é
fechada ao tráfego e aberta para eventos e lazer público. À noite, iluminada, ela
é um dos pontos fotográficos mais bonitos de toda Santa Catarina.
6. Vale a pena visitar a Fortaleza de São José da Ponta Grossa?
Com certeza. Construída em 1740 e reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional
em 1938, a fortaleza oferece uma imersão única na história colonial de Santa
Catarina. O ingresso custa R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia). É possível ver canhões,
ruínas, a única capela que manteve sua função original, o ateliê das rendeiras e
ter uma vista privilegiada para as outras duas fortalezas que formavam o triângulo
de defesa norte da ilha.
7. O que é Jurerê Internacional e por que é tão famoso?
Jurerê Internacional é a área mais sofisticada e valorizada de Florianópolis.
Composta por mansões de luxo, sem prédios altos, ruas organizadas e praias com
mar calmo, a região se tornou famosa por concentrar celebridades, festas
exclusivas e o clube P12 Parador durante o verão. Fora da temporada, é um bairro
tranquilo e agradável para passear. O nome “Internacional” foi uma estratégia de
marketing imobiliário, mas hoje é uma marca consolidada no turismo de luxo
brasileiro.
8. O que é a renda de bilro e onde ver em Florianópolis?
A renda de bilro é uma tradição artesanal trazida pelos colonizadores açorianos no
século XVIII. As rendeiras tecem padrões delicados com pequenos fusos de madeira
(os bilros), criando renda fio a fio. Em Florianópolis, é possível assistir ao
trabalho ao vivo no Cantinho Mágico das Rendeiras da Lagoa, na Lagoa da Conceição,
e também no ateliê das rendeiras dentro da Fortaleza de São José da Ponta Grossa.
Comprar uma peça é levar um pedaço genuíno da cultura catarinense para casa.
9. Como chegar a Florianópolis?
Florianópolis é servida pelo Floripa Airport (Aeroporto Internacional Hercílio
Luz), com voos diretos de diversas capitais brasileiras e, na temporada, de países
como Argentina, Peru e alguns destinos europeus. De carro, a ilha é acessada pela
BR-101 e pelas pontes que conectam o continente à ilha. De ônibus, diversas
empresas operam linhas interestaduais para o Terminal Rita Maria, no centro da
cidade.
10. Florianópolis é segura para turistas?
Sim. Florianópolis é consistentemente considerada uma das capitais brasileiras mais
seguras para turistas. Na pesquisa da Fecomércio-SC sobre a temporada 2025-2026,
a segurança foi apontada como um dos principais pontos positivos da cidade pelos
visitantes, ao lado das belezas naturais. Como em qualquer destino, vale manter os
cuidados básicos: evitar expor objetos de valor em praias cheias, usar transporte
por aplicativo à noite e pesquisar sobre a região onde vai se hospedar.
Referências
- FloripAmanhã — Números e avaliações da temporada de verão 2025-2026 (Fecomércio-SC)
- ABIH-SC — Florianópolis espera receber 3 milhões de turistas na temporada 2025/2026
- Explora Brasil — Guia Completo de Florianópolis 2026
- Ideias na Mala — Roteiro Florianópolis: o que fazer em 5 dias
- Floripa.com — Passeios essenciais para redescobrir Florianópolis (2026)
- YouTube — Foco na Viagem: Florianópolis 4 Dias de Roteiro Completo







