Código Fonte da PF Contradiz Explicação de Alexandre de Moraes, Segundo Vídeo
De acordo com a transcrição do vídeo do canal ANCAPSU – Cortes SEM PAUSAS, o código fonte apresentado pela Polícia Federal teria contradito explicações dadas por Alexandre de Moraes sobre mensagens recuperadas no caso Vorcaro. Isso levanta discussões sobre a autenticidade das declarações do ministro, conforme o apresentador relata.
Sobre o vídeo
O vídeo do canal ANCAPSU – Cortes SEM PAUSAS discute informações relacionadas à exposição do código fonte de um software utilizado pela Polícia Federal, com foco nas mensagens associadas ao caso Vorcaro e nas alegações de Alexandre de Moraes. Para acompanhar a análise completa e outros cortes relevantes, assista ao vídeo diretamente no canal.
Divulgação do código fonte da PF
Segundo a transcrição, técnicos da Polícia Federal disponibilizaram o código fonte do software responsável por separar as mensagens vinculadas ao caso Vorcaro. O apresentador relata que esse código foi exposto publicamente, permitindo análise e verificação por qualquer interessado, bastando baixar, clonar e compilar o software em um computador próprio.
O software em questão é o IPED (Indexador e Processador de Evidência Digital), desenvolvido a partir de 2012 pela PF e cujo código-fonte está disponível publicamente no GitHub desde 2019. Trata-se de uma ferramenta amplamente reconhecida na engenharia forense.
Alegações de Alexandre de Moraes
O vídeo relata que Alexandre de Moraes teria justificado, em declaração oficial, não ser destinatário das mensagens devido à forma como estavam organizadas em pastas diferentes. O apresentador comenta que o ministro argumentou que as mensagens estariam em uma “pasta” distinta da sua, razão pela qual não teriam relação com ele.
Em nota oficial divulgada em 7 de março de 2026, o STF afirmou que “as mensagens de visualização única enviadas por ele [Vorcaro] no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”. O STF não voltou a comentar o caso após as revelações sobre o código-fonte do IPED.
Análise do método de organização das mensagens
De acordo com o vídeo, a explicação envolvendo pastas não teria procedência. O software da Polícia Federal separaria arquivos apenas com base em números associados ao algoritmo, sem qualquer ligação direta com destinatários ou envolvidos. O apresentador enfatiza que a pasta é apenas uma forma operacional de organizar arquivos, conforme o método técnico.
- O software organiza arquivos com base em números extraídos do arquivo.
- Segundo a transcrição, as “pastas” não evidenciam o destinatário da mensagem.
- O programa teria sido usado para recuperar mensagens de visualização única do WhatsApp.
Conforme apurado pelo Estadão e confirmado por especialistas em engenharia de dados, o IPED organiza os arquivos usando um hash MD5 — um código de 32 caracteres hexadecimais gerado automaticamente pelo algoritmo, sem qualquer vínculo com destinatários ou envolvidos no caso. Peritos ouvidos pela imprensa classificaram essa lógica como “básica em engenharia de dados”, reforçando que a argumentação do ministro não tem amparo técnico.
Declarações adicionais mencionadas no vídeo
O apresentador cita que veículos como O Globo e Estadão teriam divulgado detalhes sobre a atuação do software e o questionamento às justificativas de Moraes. Ele também menciona que outras figuras públicas e jornalistas, como Malu Gaspar, refutaram argumentos do ministro, segundo a transcrição.
- O vídeo aponta que a declaração do STF, citando Moraes, não corresponde ao resultado da perícia.
- Segundo o apresentador, a perícia contradiz oficialmente a versão do ministro.
🔴 Atualizações relevantes encontradas na web
As informações do vídeo foram corroboradas e expandidas por reportagens publicadas em 7 e 8 de março de 2026. Confira o que foi apurado:
- Segundo O Globo, as mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes em 17 de novembro de 2025 — dia da prisão do banqueiro no Aeroporto de Guarulhos — foram extraídas por análise forense do celular de Vorcaro usando o próprio software da PF.
- O sistema permite visualizar simultaneamente a tela do WhatsApp e os arquivos de visualização única enviados, recurso que normalmente impediria o armazenamento permanente do conteúdo.
- Em uma das mensagens recuperadas, Vorcaro teria escrito: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. A PF afirma que Moraes respondeu logo em seguida, mas em modo de visualização única — conteúdo não divulgado.
- O Estadão apurou que o IPED é público desde 2019 no GitHub e que sua lógica de funcionamento é amplamente documentada, tornando a defesa técnica de Moraes de fácil verificação por qualquer programador.
- O ministro André Mendonça determinou abertura de inquérito na PF para apurar o vazamento dos dados de Vorcaro à imprensa.
Pergunta ao leitor
Qual é a sua opinião sobre a divulgação do código fonte e as alegações apresentadas em relação ao caso Vorcaro? Deixe seu comentário abaixo.
Conclusão
O caso envolvendo o código-fonte do IPED e as mensagens recuperadas do celular de Daniel Vorcaro tornou-se um dos episódios mais técnicos e politicamente sensíveis de 2026 no Brasil. A estrutura de funcionamento do software da PF — pública desde 2019 — demonstra, segundo peritos e grandes veículos de imprensa, que o argumento apresentado por Alexandre de Moraes sobre a organização das “pastas” não tem respaldo técnico. O hash MD5 que define a estrutura das pastas é gerado por algoritmo, sem qualquer relação com destinatários. As mensagens recuperadas pela perícia forense indicam contato entre Moraes e Vorcaro no dia da prisão do banqueiro, o que o ministro nega. O cenário permanece em aberto, com um inquérito instaurado para apurar o vazamento dos dados à imprensa.
Referências
- 📺 Canal do YouTube: “ANCAPSU” —
- 🗞️ O Globo — (07/03/2026)
- 🗞️ Estadão — (07/03/2026, atualizado em 08/03/2026)
- 🗞️ CNN Brasil — (07/03/2026)
- 💻 Repositório público do IPED —







