STF realiza busca e apreensão na casa de jornalista após reportagens sobre uso de carro oficial envolvendo família de Flávio Dino, segundo vídeo
Segundo a transcrição do canal Deltan Dallagnol, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma operação de busca e apreensão na casa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, após a publicação de reportagens sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. O caso levanta discussões sobre liberdade de imprensa e o papel da Justiça em investigações relacionadas a críticas públicas.
Sobre o vídeo
O vídeo do canal Deltan Dallagnol detalha as circunstâncias que envolveram a decisão judicial de busca e apreensão, trazendo a interpretação do apresentador sobre as ações do STF. Assista ao conteúdo para obter informações completas diretamente da fonte.
Decisão judicial e operação
De acordo com a transcrição, Alexandre de Moraes ordenou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida. A motivação, segundo o vídeo, foi a publicação de reportagens relacionadas ao suposto uso do carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por pessoas próximas a Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal.
- Operação realizada na terça-feira, conforme citado.
- Apreensão de dispositivos eletrônicos como celulares e notebook.
- Reportagens questionavam o uso de bens públicos.
Confirmado por múltiplas fontes: a operação foi executada pela Polícia Federal no dia 10 de março de 2026. A decisão de Moraes havia sido assinada em 4 de março de 2026. O veículo em questão é uma Toyota SW4 preta blindada, pertencente ao TJ-MA e adquirida com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados — fundo destinado exclusivamente à segurança institucional de magistrados. Segundo apuração do blog, o carro era usado pela esposa e pelo filho de Dino em deslocamentos particulares em São Luís, sem ato público que formalizasse a cessão. (Fontes: O Globo, Poder360, Gazeta do Povo — mar. 2026)
Acusações e justificativas
Segundo o apresentador, a acusação formalizada por Moraes seria crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal. O apresentador argumenta que, para tal crime, é necessário dolo específico de causar dano, contrariando o entendimento de que o jornalista exercia a liberdade de imprensa.
- Acusação: crime de perseguição, conforme decisão judicial.
- O apresentador afirma que publicar fatos apurados não caracteriza esse delito.
- Identificação de veículos oficiais foi utilizada como base para reportagens.
A decisão de Moraes, obtida pela CNN Brasil, afirma que “há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”. Moraes também levantou a suspeita de que o jornalista teria usado “mecanismo estatal” para identificar os veículos — o que configuraria exposição indevida à segurança de autoridade. A PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se favorável à apuração. (Fonte: CNN Brasil — mar. 2026)
Repercussão e negativas
A transcrição relata que tanto o gabinete de Flávio Dino quanto o Tribunal de Justiça do Maranhão foram questionados pela imprensa, mas não comentaram sobre o uso do carro oficial. O apresentador destaca que não houve esclarecimentos por parte dos citados sobre os fatos questionados nas reportagens.
- CNN e outras fontes do vídeo buscaram respostas dos órgãos e familiares mencionados.
- Ausência de comentários oficiais dos envolvidos até a data relatada pela transcrição.
Cronologia dos fatos e contexto
Segundo informações trazidas no vídeo, um blog local teria publicado inicialmente a suspeita sobre o uso do carro oficial. Após a divulgação, o STF teria formalizado pedido do veículo ao Tribunal de Justiça do Maranhão para Flávio Dino, contexto interpretado pelo apresentador como uma regularização após a exposição dos fatos.
- Primeira publicação feita por blog do Maranhão.
- Pedido formal do veículo ao TJ-MA relatado após o caso viralizar.
A série de reportagens no Blog do Luís Pablo teve início em 20 de novembro de 2025, com o texto “Carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão é entregue a Flávio Dino e usado por sua família em São Luís”. O STF só formalizou o pedido do veículo ao TJ-MA após a repercussão pública do caso — em março de 2026, conforme confirmado pela Gazeta do Povo e pelo Poder360.
Críticas ao Supremo e menção à liberdade de imprensa
O apresentador do canal Deltan Dallagnol afirma que a ordem de busca e apreensão seria um exemplo de censura e intimidação de jornalistas, além de alertar para a importância do jornalismo independente. Também menciona críticas a outros casos envolvendo membros do STF, mas destaca que a resposta oficial para as reportagens foi uma ofensiva contra o jornalista.
- Afirmações de censura e consequências à imprensa crítica, segundo o apresentador.
- Incentivo ao apoio a veículos de imprensa que defendam liberdade de expressão.
Pergunta ao leitor
Como você avalia a relação entre decisões judiciais e o trabalho investigativo da imprensa em casos semelhantes?
Reação de entidades de imprensa e da OAB
Diversas entidades de classe e veículos de comunicação se manifestaram contra a operação após sua divulgação.
- A OAB-MA destacou a necessidade de cautela nas medidas e defendeu a liberdade de imprensa.
- A Gazeta do Povo publicou editorial afirmando que Moraes “atacou a imprensa livre” para “blindar o colega Dino”, ressaltando que a Constituição protege o sigilo da fonte jornalística.
- O jornalista Luís Pablo divulgou nota informando que aguarda acesso total aos autos do processo — que tramita sob sigilo — para compreender os fundamentos da decisão e se defender adequadamente.
- O caso gerou ampla cobertura nacional em veículos como O Globo, CNN Brasil, Poder360 e Revista Oeste.
(Fontes: Gazeta do Povo, Poder360, O Globo — mar. 2026)
Conclusão
- A operação de busca e apreensão contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida foi executada pela Polícia Federal em 10 de março de 2026, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a pedido da própria PF.
- O caso é originado pela série de reportagens publicadas desde 20 de novembro de 2025 sobre o uso de uma Toyota SW4 blindada do TJ-MA pela família do ministro Flávio Dino, sem formalização pública da cessão.
- A acusação formal é de crime de perseguição (art. 147-A do Código Penal), com a PGR favorável à apuração. O processo tramita em sigilo.
- O STF formalizou o pedido do veículo ao TJ-MA apenas após a repercussão das reportagens — contexto lido por críticos como uma regularização tardia diante da exposição pública.
- Entidades de imprensa, advogados e veículos de comunicação nacionais criticaram a operação como potencial ataque à liberdade de imprensa e ao sigilo da fonte jornalística, garantia constitucional.
- O debate entre o exercício do jornalismo investigativo e os limites do Poder Judiciário permanece aberto e em ampla repercussão nacional.
Referências
- 📺 Canal do YouTube: “Deltan Dallagnol” —
- 🗞️ CNN Brasil — — 12 mar. 2026
- 🗞️ O Globo — — 12 mar. 2026
- 🗞️ Poder360 — — 12 mar. 2026
- 🗞️ Poder360 — — 14 mar. 2026
- 🗞️ Gazeta do Povo — — 12 mar. 2026
- 🗞️ Gazeta do Povo (Editorial) — — 15 mar. 2026
- 🗞️ Revista Oeste — — 12 mar. 2026







